Uma jovem de 18 anos foi finalmente reunida com sua família católica após seis meses de cativeiro, durante os quais foi forçada a se converter ao Islã e a se casar contra sua vontade com o homem muçulmano que a sequestrou.
Huma Allah Ditta desapareceu em 28 de junho, após não retornar para casa depois do expediente em um call center em Lahore. Seus pais, Allah Ditta e Azra Bibi, desesperados, iniciaram uma busca incansável e registraram um Boletim de Ocorrência na delegacia de Shahdara no dia seguinte.

Apesar do registro, a polícia não tomou medidas imediatas. Segundo Azra Bibi, as autoridades exigiam que a família indicasse suspeitos, algo impossível devido à falta de pistas. O tempo passou sem qualquer sinal de Huma. Um parente conectou a família com a organização Cristãos de Verdade (CTS), sediada em Lahore, que presta apoio jurídico.
Com a pressão do CTS, a polícia localizou Huma em 4 de agosto. Descobriu-se que Abdul Basit Butt a havia sequestrado, forçado sua conversão ao Islã e a obrigado a se casar para encobrir o crime. O CTS entrou com um pedido de habeas corpus em 7 de agosto, mas Huma declarou em tribunal que a conversão e o casamento haviam sido voluntários, claramente influenciada pelo medo de represálias contra ela e sua família.
O tribunal rejeitou o pedido da família após o depoimento de Huma, e ela teve que retornar com seu sequestrador. Seus pais perceberam que ela estava aterrorizada e decidiram confiar na fé, orando incessantemente por seu retorno.
As orações foram atendidas em 16 de janeiro, quando Huma escapou do cativeiro e voltou para casa. A jovem relatou o sofrimento físico e psicológico durante o cativeiro, incluindo abusos verbais, físicos e ameaças de morte.
Mesmo após o retorno, Abdul Basit Butt continuou a perseguir a família, alegando que sua ‘esposa’ havia sido sequestrada. No entanto, o tribunal rejeitou a acusação depois que Huma afirmou ter sido convertida e casada contra sua vontade. Apesar da decisão judicial, a família ainda teme pela segurança de Huma. O CTS agora busca anular o casamento forçado, esperançoso de que ela possa retomar uma vida normal.
Katherine Sapna, diretora do CTS, destacou que o caso de Huma é um reflexo da vulnerabilidade de jovens, especialmente de minorias religiosas, a sequestros e conversões forçadas no Paquistão. Sapna ressaltou a necessidade urgente de maior proteção para grupos vulneráveis e do fim da impunidade para os autores desses crimes.
O Paquistão ocupa o oitavo lugar na Lista Mundial de Perseguição de 2025 da Open Doors, que avalia os países mais difíceis para ser cristão.
Com informações de Morning Stars