Brasil: O país onde se briga e se discute por causa da seleção de futebol, mas que faz vistas grossas na luta pela própria honra.

Nos últimos dias temos visto uma nação brasileira feliz, alegre e totalmente inerte aos problemas que envolvem seu próprio futuro. O futebol é mais interessante que qualquer outra coisa, afinal em dia de jogo o Brasil literalmente para, lojas fecham, e as pessoas se reúnem em peso para celebrar a tão “idolatrada seleção em campo.”

Nem parece que a um mês atrás o país vivia um caos com a paralisação dos caminhoneiros, que tentavam lutar pelos seus próprios interesses e também por interesses gerais, só que não obtiveram apoio moral da população; o povo preferiu ficar ao lado do governo.

Seria até injusto criticar o movimento, já que a maioria dos caminhoneiros não têm instrução de como reagir a tamanha pressão do governo, que chegou a solicitar apoio das forças armadas para desobstruir as vias rodoviárias por onde trafegam as carretas e demais…

Mas o que me chama mais a atenção, é que o Brasileiro não se incomoda em gastar R$ 5,00 reais no litro da gasolina – “que é a mais cara do mundo” – e se incomoda quando falamos da seleção.

Vendo este contexto, lembro-me dos tempos atrás onde o império romano “comprava o povo” com pão e circo. Jogos que envolviam gladiadores, animais ferozes e lutas incansáveis até a morte. Sangue e mutilações compravam o povo. Enquanto isso o governo fazia o que queria e o povo ficava disperso sem reclamar, seria isso o que alegra a população brasileira? Pão e circo? Os jogos da época?

Como poderíamos fechar os olhos para o contexto em que se encontra nosso país? O STF está aí soltando bandidos condenados por escândalos de corrupção enquanto o povo grita “rumo ao hexa.” O STF que é o órgão máximo da “justiça” soltando os piores bandidos – que são os de colarinho branco – enquanto o povo fica disperso gritando “rumo ao hexa!” Parece história de terror, mas não é, acredite!

Gritam rumo ao hexa enquanto o próprio país está sem rumo. Enquanto isso, a ignorância da maioria massacra uma minoria inteligente, que têm a voz abafada pela ignorância predominante.

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