Por muito tempo, o pagode foi visto com desconfiança em diversos ambientes religiosos, especialmente em igrejas cristãs mais tradicionais. Considerado por muitos como um ritmo “profano” ou “secular demais”, o gênero enfrentou resistência ao tentar se firmar como um estilo de adoração e louvor. No entanto, essa realidade está mudando, e um dos símbolos dessa transformação é a trajetória inspiradora da banda Marcados, que, com fé e perseverança, superou barreiras e conquistou seu espaço na música gospel brasileira.
Uma jornada de fé e superação
Formada há 18 anos em São Luís, Maranhão, a banda Marcados surgiu com um objetivo claro: levar a mensagem do evangelho por meio de um ritmo alegre e contagiante. No entanto, a missão não foi fácil. Desde os primeiros shows, o grupo enfrentou resistência e críticas por apostar em um gênero que muitos, dentro da igreja, viam como inapropriado para o ambiente de louvor.

Composta por 11 integrantes, a banda começou sua jornada se apresentando em eventos locais e encontros de jovens, sempre com a intenção de quebrar preconceitos e mostrar que a adoração a Deus pode ser expressa de diversas formas.
O vocalista Givanilson Costa, conhecido como Gil, relembra as dificuldades iniciais:
“Era comum ouvir críticas de que o pagode não era ‘música de igreja’. Muitos nos julgavam sem sequer ouvir a nossa mensagem. Mas nunca deixamos que isso nos desanimasse, porque sabíamos que nosso propósito era maior”, afirma Gil.
O pagode cristão ganha espaço
Hoje, quase duas décadas depois, o cenário mudou consideravelmente. A banda Marcados celebra um novo momento para o pagode gospel, com uma aceitação cada vez maior em eventos cristãos e nas próprias igrejas. Eles passaram de pequenos eventos locais para apresentações em palcos que reúnem milhares de pessoas, provando que a música tem o poder de quebrar barreiras e unir corações.