Texto Base: Efésios 2:8-9
A graça é um presente divino que desconcerta a lógica humana. Ela não é conquistada, barganhada ou comprada. É um favor imerecido concedido por Deus àqueles que menos merecem, mas que humildemente reconhecem sua necessidade. Paulo, ao escrever aos efésios, afirmou que somos salvos pela graça, mediante a fé, e isso não vem de nós, é um dom de Deus (Efésios 2:8-9).

A graça é o coração do Evangelho. Foi ela que levou o Pai a enviar Seu Filho ao mundo (João 3:16) e que permitiu que Jesus, mesmo sem pecado, carregasse a culpa da humanidade (2 Coríntios 5:21). Essa graça não apenas nos redime, mas nos transforma, convidando-nos a uma vida que reflita o amor do Senhor.
Muitos acreditam que precisam fazer algo para serem aceitos por Deus. Vivem tentando acumular boas obras como se estivessem pagando uma dívida eterna. Mas a graça anula qualquer tentativa humana de merecimento (Romanos 3:24). Ela é livre, mas não foi barata: custou o sacrifício de Cristo na cruz (1 Pedro 1:18-19).
A graça nos alcança quando estamos no chão, como aconteceu com Paulo no caminho de Damasco (Atos 9:3-6). Ela abraça o pecador arrependido, como fez com o filho pródigo ao ser recebido pelo pai (Lucas 15:20-24). E restaura quem falha, como Pedro, que negou Jesus, mas foi restaurado por Sua graça (João 21:15-17).
Esse presente imerecido nos impulsiona a viver de maneira diferente. Não é uma licença para o pecado, mas um convite à santidade (Romanos 6:1-2). Quando compreendemos a profundidade da graça, respondemos com gratidão e obediência. Não para conquistar o favor divino, mas porque já fomos alcançados por ele.
A graça também nos ensina a sermos misericordiosos. Assim como Deus nos perdoou gratuitamente, somos chamados a perdoar os outros (Colossenses 3:13). Ela nos lembra que não somos juízes, mas receptores de uma compaixão infinita.
Em tempos de culpa, olhe para a cruz e lembre-se: o preço já foi pago (Colossenses 2:14). Quando o inimigo tentar acusá-lo, declare que é pela graça que está de pé. Viva essa verdade diariamente, sabendo que o amor de Deus não se baseia em desempenho, mas na obra perfeita de Cristo.
A graça não se explica, apenas se aceita. Ela não se conquista, apenas se recebe. E, uma vez experimentada, nunca mais se vive da mesma forma. Porque quem é tocado pela graça entende que foi alcançado por um amor que não conhece limites.