Texto Base: Colossenses 3:13
Perdoar é uma das atitudes mais desafiadoras e libertadoras da vida cristã. O perdão não é um sentimento, mas uma decisão consciente de libertar a si mesmo e ao outro das correntes da mágoa. Paulo, ao escrever aos colossenses, instrui que devemos perdoar uns aos outros, assim como o Senhor nos perdoou (Colossenses 3:13).

O perdão genuíno nasce da compreensão da graça divina. Somos pecadores perdoados (Efésios 2:8-9), resgatados não por nossos méritos, mas pelo sacrifício de Cristo. Jesus, na cruz, pediu ao Pai que perdoasse aqueles que o crucificavam (Lucas 23:34). Esse exemplo máximo de amor revela que o perdão não depende da postura do outro, mas da nossa rendição a Deus.
Muitas vezes, guardamos ressentimentos esperando justiça. Contudo, o perdão não apaga a memória da ofensa, mas cura a ferida emocional. José, após ser traído por seus irmãos, perdoou-os e reconheceu que Deus tinha um propósito maior (Gênesis 50:20). O perdão nos faz enxergar além da dor e perceber a mão soberana do Senhor.
A falta de perdão é um peso que sufoca a alma. Jesus comparou a amargura a um credor que, embora perdoado de uma grande dívida, se recusa a perdoar uma pequena quantia (Mateus 18:21-35). Quem não perdoa vive prisioneiro da mágoa, enquanto o perdão traz libertação.
Perdoar não significa ignorar o erro, mas confiar a justiça nas mãos de Deus (Romanos 12:19). É um ato de fé, que reconhece a soberania divina sobre todas as situações. Ao perdoarmos, abrimos espaço para que a paz de Cristo governe nossos corações (Colossenses 3:15).
O processo de perdoar pode ser longo e doloroso. Pedro perguntou a Jesus quantas vezes deveria perdoar, e a resposta foi surpreendente: setenta vezes sete (Mateus 18:22). O perdão deve ser ilimitado, pois é expressão do amor divino.
Quando perdoamos, imitamos a Deus, que lança nossos pecados no mar do esquecimento (Miquéias 7:19). Essa atitude transforma relacionamentos, cura feridas antigas e abre caminho para um recomeço. O perdão é o remédio que cura as feridas da alma e restaura a comunhão.
Se há em seu coração alguém a perdoar, entregue essa dor a Deus. Ore, peça ajuda ao Espírito Santo e libere o perdão. Não há fardo mais leve do que uma consciência livre da amargura. O perdão é mais do que uma virtude; é a manifestação viva do amor de Deus em nós.